Governo recebe diplomata albanesa e propõe nova fronteira de comércio

segunda-feira, 25 de novembro de 2013

Na tarde desta segunda-feira (25), o secretário-chefe da Casa Militar, Maj PM Gualberto acompanhou o governador Cunfúcio Moura durante a recepção da embaixadora da República da Albânia, Tatjana Gjonaj em visita a Porto Velho.

Governo recebe diplomata albanesa e propõe nova fronteira de comércio

 

 

Tatjana Gjonaj, embaixadora da República da Albânia, visitou Porto Velho neste final de semana. Ela veio em missão oficial para conhecer as potencialidades do Estado e estreitar as relações comerciais entre aquele país e Rondônia.

A diplomata foi recebida pelo governador Confúcio Moura no Palácio Presidente Vargas na tarde de segunda-feira (25). Ela e sua comitiva, formada pelo diretor de economia e finanças da embaixada, Vladimir Gjonaj e o engenheiro George Arribas, um príncipe português a serviço do governo albanês no Brasil, diretor de Relações Institucionais.  A comitiva está na capital desde sexta-feira, quando foi recebida pelo prefeito Mauro Nazif.  Durante o período visitou instituições e empresas, como a Usina Hidrelétrica de Santo Antônio, classificada como fabulosa pela embaixadora.

O empresário Gilberto Colleti, diretor da Federação das Indústrias em Rondônia (Fiero), que acompanhou os estrangeiros, está responsável por reunir o empresariado a fim de apresentar  propostas de negociação envolvendo também o empresariado albanês.  De acordo como assessor da Embaixada no Norte Brasileiro, Altamiro Gonçalves, mais conhecido como Maringá, uma missão brasileira poderá viajar à Tirana, a capital da Albânia, ainda em abril do próximo ano.

O governador Confúcio Moura disse ter muito interesse em estreitar o comércio com a Albânia e alavancar um intercâmbio cultural. “Temos muitos produtos que podem ser oferecidos a vocês, a começar pela carne bovina”, destacou o Governador.  Tatjana Gjonaj, relatou a história polícia de seu país e disse que a Albânia se sentirá honrada se puder fazer negócios com o Brasil, através de Rondônia. 

Localização

A República da Albânia é um país localizado na península dos Bálcãs, na Europa oriental. Durante grande parte de sua história, a Albânia foi governada por nações estrangeiras. Sua capital é Tirana. O país tem 2.783.000 habitantes (estimativa de 2012) e sua área é de 28.703 km2.

Geografia

A Albânia faz fronteira com Grécia, Macedônia, Kosovo e Montenegro. A oeste, limita-se com o mar Adriático. O relevo é quase todo montanhoso. O monte Korab, ponto culminante, tem 2.751 metros. A única área de planície acompanha o litoral. O rio mais longo é o Drin. No que diz respeito ao clima, os verões são quentes e secos, e os invernos, chuvosos mas não muito frios. As variações de temperatura são mais intensas nas regiões de montanha.

Flora e fauna

Antigamente as florestas cobriam a maior parte do território. Após séculos de desmatamento e formação de pastagens, em muitas áreas só restam arbustos e vegetação rasteira. Nas florestas remanescentes crescem carvalhos, faias e pinheiros.

A caça reduziu muito a fauna original. Em áreas remotas ainda se encontram lobos, chacais, porcos-do-mato, ursos, veados e camurças (um tipo de cabra silvestre). O clima ameno atrai muitos pássaros.

CONFÚCIO VE MATERIAL

População e cultura

A população albanesa se divide em dois grupos principais: os guegues, que habitam o norte, e os toscos, no sul. Ambos falam variantes ou dialetos do idioma albanês. Valáquios e gregos, entre outros, constituem minorias que não ultrapassam 8 por cento da população.

Cerca de 39 por cento dos albaneses são muçulmanos. O restante se divide entre ortodoxos, católicos e sem religião.

Economia

A Albânia é um dos países mais pobres da Europa. Mais de metade dos trabalhadores vive no campo. Os produtos agrícolas mais cultivados são verduras, cereais, melões e batatas. Entre os animais de criação, destacam-se carneiros, cabras, vacas e aves.

A indústria produz tecidos, vidros, couro, ferro, aço e máquinas. São exploradas minas de cromo e cobre. O sudoeste do país é rico em petróleo e gás natural.

História

Os ilírios, ancestrais dos albaneses, foram os primeiros habitantes da região, conquistada pelos romanos em 100 a.C. Em 395 d.C., o Império Romano se dividiu em dois. A Albânia passou a pertencer ao Império Bizantino (a metade oriental do Império Romano). Mais tarde, a Bulgária e a Sérvia dominaram a região.

No final do século XIV, a Albânia se tornou parte do Império Otomano. O domínio turco durou quase quinhentos anos. Em 1912, a Albânia conquistou a independência.

Em 1928, o presidente da república declarou-se rei, com o nome de Zog I. Quando aItália invadiu o país, em 1939, ele fugiu para o exterior. Entre 1943 e 1944, a Albânia foi ocupada por tropas da Alemanha nazista.

Em 1944, o líder comunista Enver Hoxha assumiu o governo, permanecendo no poder por quatro décadas. O regime implantado por ele isolou a Albânia do mundo. Após a morte de Hoxha, em 1985, o país reatou relações com várias nações.

Entre 1998 e 1999, teve início uma guerra civil entre sérvios e albaneses que viviam na província sérvia de Kosovo, na fronteira com a Albânia. Muitos kosovares de origem albanesa retornaram à terra natal. No fim da guerra, a maioria voltou para Kosovo, mas alguns permaneceram na Albânia. Em 2008, os albaneses comemoraram a independência de Kosovo, que se separou da Sérvia.


Texto: Alice Thomaz
Fotos: Marcos Freire
Fonte: Decom e Internet
 
Fonte: DECOM - Departamento de Comunicação Social

 

 



Confira o álbum