MORADORES DE PARECIS BUSCAM OFTALMOLOGISTA

segunda-feira, 29 de julho de 2013

A 16ª edição da Operação Aciso está contando com   a participação de uma médica clínica geral  e uma acadêmica de medicina. A meta, segundo o coordenador geral da Operação, major Paulo Nery, era de ter pelo menos um médico oftalmologista, especialidade muito procurada nas Operações.  De acordo com o major Nery, que também é o dentista da Operação, um profissional teria se interessado e o Estado contrataria os serviços especialmente para esta edição, mas os órgãos de fiscalização e controle  não autorizaram.
Pelo menos três pessoas estiveram do Hospital de Pequeno Porte na manhã de domingo buscando atendimento oftalmo. Ana Domingues Vieira de 52 anos  mora na cidade e disse que tinha muita esperança de que tivesse um “médico de vista” para atendê-la.
Ângela da Silva, de 39 anos, destacou que só não perdeu a viagem porque precisava também de dentista. “Ia ser bom se tivesse o médico de vista, faz muito tempo que eu preciso de uma consulta, mas não tenho como fazer fora daqui”.
Pâmela , de 21 anos foi outra que esperava encontrar um especialista para receitar um óculos.
O Coordenador da Operação destacou que o ideal  seria  disponibilizar a consulta, o exame médico e o óculos, quando for detectado a necessidade de correção. “Não adianta muito o paciente receber uma receita  e deixar na gaveta, esperando até o dia que tenha recursos para adquirir o óculos”. Ainda não foi desta vez que a população pôde receber o atendimento oftalmo, mas ele disse que vai insistir junto aos órgãos, para que se sensibiliza da necessidade de um profissional nesta área compondo a equipe de Saúde da Operação Aciso.
A idosa Lurdes de Paula, 82 anos, contou que há três meses aguarda n fila para ir a Porto Velho para fazer um exame. “O doutor falou que só pode dar tratamento quando fizer o exame da raiz do olho”, explicou.  Segundo ela é muito sofrido ter que se deslocar, mas é ainda pior ter a viagem adiada.
 

Lurdes de Paula


A ausência deste especialista tem obrigado a Prefeitura de Parecis a buscar atendimento para os pacientes em outros municípios. O prefeito Luiz Amaral disse que já tem levado casos de urgência para o Cone Sul.   Ele está preparando um levantamento da demanda desta especialidade e de outras   para encaminhar ao Secretário da Saúde, Willian Pimentel. A princípio, a fila para atendimento  é de 72 pessoas e de acordo com o enfermeiro Israel de Oliveira, apesar de casos como o de dona Lurdes de Paula, a maioria dos pacientes a espera de consulta e tratamento  é de crianças.

 
 
Texto: Alice Thomaz
Fotos: Marcos Freire



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