16ª OPERAÇÃO ACISO FAZ PARADA  EM PARECIS

sábado, 27 de julho de 2013

A população de Parecis, localizado a 580 quilômetros de Porto Velho, recebeu na manhã de hoje (27.07.13) as equipes da Operação Aciso, com prestação de serviços na área da saúde e cidadania.
Pela manhã foram realizadas  consultas e exames médicos e atendimentos odontológicos expedição  de Carteiras Profissional e de Identidade.
A Operação estava agendada anteriormente para ter início na quarta-feira, mas problemas administrativos atrasaram o deslocamento das equipes que saiu de  Porto Velho só na sexta-feira pela manhã. Os trabalhos serão realizados ao longo do dia deste sábado, no domingo e na segunda-feira (29.07.13) até às 12 horas.  Os atendimentos médicos odontológicos  estão acontecendo nas dependências do Hospital de Pequeno Porte  Francisco Amaral Brito e a expedição de documentos na Escola Benedito Laurindo Gonçalves, ambos no Centro, nas proximidades da Praça da Matriz.
Para o prefeito Luiz Amaral Brito, a presença da Operação Aciso aconteceu no momento mais oportuno, quando a cidade está praticamente sem médico e sem dentista e acumulando uma grande demanda pelos documentos pessoais. Assim como a maioria dos municípios  rondonienses, Parecis também está passando por grandes dificuldades. A arrecadação, de acordo com o Prefeito é zero e os repasses recebidos do Estado e da União  não atendem as necessidades básicas da administração. Motivo pelo qual ele agradeceu muito pela passagem da Operação pela cidade, e pediu ao major Paulo Nery, coordenador da Operação,   o retorno das equipes o mais breve possível,  por um período maior de permanência, oportunizando  aos moradores da zona rural acesso aos serviços.
Se o prefeito ficou satisfeito com a presença da Operação Aciso em Parecis, as pessoas que buscaram atendimento, ao serem entrevistadas também deixaram claro a importância dos serviços.  Aparecida Saldanha Alves, de 33 anos, moradora da P-14, localizada a cerca de 10 quilômetros da sede do munícipio foi atendida pelo dentista, onde fez uma extração de um dente sem recuperação e  ao passar pela consulta médica, foi advertida de que precisa buscar um tratamento com especialista. “Eu fiz um exame, mas não tinha pra quem mostrar, hoje a doutora viu e disse  que eu preciso correr com o tratamento, porque o caso é grave; quer dizer, sem médico agente pode morrer de uma hora pra outra sem saber que está doente”, desabafou.
Aparecida aproveitou para levar o filho Gustavo, de 10 anos ao dentista. A mãe, Maria Saldanha, de 58 anos e o pai, Jasmiro Pinheiro de 59, também aproveitaram para se consultarem. “A saúde aqui está muito ruim, falta médico e dentista e também não tem remédios na farmácia”, reclamou Maria Saldanha, que é obrigada a ir a Cacoal para fazer tratamento cardiológico. Segundo ela, que mora na Linha Capa Quatro, nem sempre tem recursos para se deslocar até Cacoal.
 
Equipe de Divulgação: 
Alice Thomaz (textos)  e Marcos Freire (fotos)
 



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